Conheça os benefícios que vão do controle da pressão arterial à melhora do humor e as dicas essenciais para o consumo seguro deste tubérculo

Por Cotidiano Alagoas

Imagem: Cotidiano Alagoas

Nativa da América do Sul, a mandioca, também amplamente conhecida como aipim ou macaxeira, consolidou-se como um dos pilares da alimentação em diversas regiões do mundo. Atualmente, o Brasil ocupa a posição de quarto maior produtor global deste tubérculo, sendo superado pela Nigéria, que lidera a produção mundial. Para além de sua importância econômica, o alimento destaca-se por uma densidade nutricional surpreendente, sendo rico em cálcio, fósforo, potássio, magnésio, zinco e diversas vitaminas essenciais após o processo de cozimento.

Um dos pontos de maior atenção destacados por especialistas em saúde diz respeito à segurança no consumo. É terminantemente proibido ingerir o aipim em sua forma crua. A casca da planta contém cianeto, uma substância altamente tóxica que pode causar sintomas graves como dores de cabeça intensas, náuseas, vômitos e desidratação. O cozimento adequado é o método eficaz para neutralizar esses riscos e liberar as propriedades benéficas do alimento.

No sistema digestivo, a mandioca cozida atua de forma estratégica ao liberar o chamado amido resistente. Este componente serve de alimento para as bactérias benéficas da microbiota intestinal, o que resulta em uma melhor imunidade, redução de gases e auxílio no controle do peso. Curiosamente, a saúde intestinal reflete diretamente no bem-estar emocional, uma vez que cerca de 90% da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de alegria, é produzida no intestino. Assim, o consumo regular pode auxiliar no combate aos sintomas de ansiedade e depressão.

Para o sistema cardiovascular, o tubérculo oferece vantagens significativas devido ao seu alto teor de potássio, que reduz a tensão nas paredes das artérias, auxiliando no controle da pressão arterial e da frequência cardíaca. Além disso, suas fibras ajudam na eliminação do excesso de colesterol e triglicerídeos, prevenindo a formação de placas de gordura que poderiam causar infartos ou acidentes vasculares cerebrais.

Pessoas com diabetes ou em busca de prevenção também encontram na mandioca uma aliada, pois o amido resistente promove uma liberação gradual de glicose no sangue, evitando picos de insulina. Para atletas, o alimento é recomendado como um excelente pré-treino, devendo ser consumido entre 40 minutos a pouco mais de uma hora antes da atividade. A presença de fósforo ajuda a combater a fadiga, enquanto o cálcio fortalece os ossos e o potássio previne cãibras.

Os benefícios estendem-se ainda à saúde da pele e à gestação. Graças aos polifenóis, como o resveratrol, a mandioca ajuda a proteger a pele contra os danos dos raios ultravioletas e retarda o envelhecimento precoce. Para mulheres grávidas, o tubérculo é fonte de folato, a vitamina B9, fundamental para o fechamento do tubo neural do feto e para a prevenção do diabetes gestacional.

Para usufruir de todas essas vantagens sem ganhar peso indesejado, a recomendação é de um consumo moderado, em torno de 150 gramas diárias de aipim cozido. Especialistas sugerem que, ao optar pela mandioca em uma refeição, o indivíduo evite outras fontes de carboidratos, como arroz ou batata. Uma técnica valiosa durante o preparo é adicionar um fio de óleo à água do cozimento, o que auxilia na preservação dos minerais e vitaminas do alimento.

Informações adicionais

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é fundamental distinguir a mandioca de mesa (aipim ou macaxeira) da mandioca-brava. A principal diferença reside na concentração de ácido cianídrico: enquanto a de mesa possui teores baixos e é segura para o consumo após o cozimento simples, a mandioca-brava exige processos industriais rigorosos de desintoxicação para ser transformada em farinha ou polvilho, sendo perigosa para o consumo doméstico direto.

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