Encontro reuniu membros, servidores, estagiários e colaboradores

Por assessoria

Divulgação

Aprender a lidar com as perdas também é aprender a continuar vivendo. Os processos de luto fazem parte da existência humana, mas cada pessoa encontra uma maneira diferente de atravessá-los, e nem sempre esse caminho precisa ser percorrido sozinho. Foi a partir dessa reflexão que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) encerrou, nesta quarta-feira (30), a programação do Setembro Amarelo, com a palestra “Alimentando a mente: o cuidado emocional diante das perdas, os caminhos do luto e da ressignificação”, ministrada pela psicóloga clínica e especialista em luto Jully Barbosa.

Realizado no auditório do prédio-sede do MPAL, o encontro reuniu membros, servidores, estagiários e colaboradores para uma conversa sobre os impactos emocionais das perdas e as possibilidades de ressignificação das experiências vividas. A atividade também contou com a participação do Coro Cantus Legis, do MPAL.

Ao abordar as perdas, a psicóloga ressaltou que ressignificar não significa apagar a dor ou esquecer aquilo que foi vivido, mas encontrar novos caminhos para continuar a vida a partir da experiência da perda. Ela também chamou atenção também para os silêncios que cercam as perdas e para o impacto que eles podem ter sobre a saúde mental. Segundo a psicóloga, há o silêncio de quem está vivendo uma dor e não encontra espaço ou abertura para falar, mas também existe o silêncio de quem deseja compartilhar o que sente e, do outro lado, encontra ausência de escuta.

“Às vezes, a pessoa quer compartilhar, mas o que vem do outro lado é silêncio. E pode ser um silêncio muito barulhento, porque, quando tudo o que temos ao redor é silêncio, ele também comunica e impacta”, refletiu.

Cuidar da mente para seguir em frente

A palestra de Jully Barbosa encerrou uma programação que, durante todo o mês, buscou estimular o cuidado com a saúde mental a partir do tema “Alimente sua mente com o que lhe faz bem”. De acordo com a presidente da Comissão de Prevenção a Situações de Risco à Saúde Mental do MPAL, procuradora de Justiça Sandra Malta, a campanha deste ano foi marcada pela diversidade de ações e teve como foco principal o público interno do Ministério Público.

Sandra Malta destacou que a proposta de estimular experiências novas ao longo da campanha esteve relacionada à busca por vitalidade, esperança e novos sentidos para a vida. “Tivemos experiências de primeiras vezes, para incentivar aquilo que podemos fazer pela primeira vez, para que a gente possa ter ânimo de vida e esperança. Fazer coisas pela primeira vez nos dá uma vitalidade. E, falando em vitalidade, hoje encerramos com uma palestra sobre a ressignificação do luto”, explicou ela.

E ao comentar o tema da palestra de encerramento, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Saúde Pública (Nudesap), a promotora de Justiça Micheline Tenório destacou que falar sobre luto é também falar sobre a necessidade de aprender a viver as diferentes situações que atravessam a trajetória de cada pessoa: “O luto é um momento extremamente impactante e a gente precisa aprender a trabalhar, aprender a viver as coisas que acontecem em nossas vidas e alimentar nossa mente com o que nos faz bem”, afirmou.

Uma cultura institucional de cuidado

Durante o encerramento, o procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, ressaltou a importância de iniciativas que contribuam para consolidar uma cultura institucional baseada no cuidado, na convivência e na valorização das pessoas. Para o PGJ, os encontros promovidos ao longo da campanha podem representar o início de uma construção permanente dentro do Ministério Público. “Talvez a gente deva figurar, no futuro, como agentes responsáveis pela implantação dessa cultura. Uma cultura de contexto harmonioso dentro do MP e, obviamente, o que a gente espera é a maturação e a densidade dessa cultura institucional”, defendeu o chefe do Ministério Público.

Lean Araújo também destacou a importância de amadurecer as iniciativas coletivas para que o cuidado com as pessoas passe a integrar cada vez mais a dinâmica institucional.

A campanha termina, o cuidado continua

A programação do Setembro Amarelo foi promovida pela Comissão de Prevenção a Situações de Risco à Saúde Mental, em parceria com a Escola Superior do Ministério Público de Alagoas (ESMPAL), o Núcleo de Defesa da Saúde Pública (Nudesap) e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (CAOP).

Ao longo do mês, o MPAL abriu diferentes espaços para conversar sobre saúde mental, escuta, acolhimento e cuidado.

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