Especialistas apontam que a rede social da Meta continua sendo uma das poucas grandes plataformas sem um programa amplo de compartilhamento de receita publicitária
Por Cotidiano Alagoas

Enquanto Facebook, TikTok e YouTube ampliam seus programas de remuneração para criadores de conteúdo, o Instagram permanece como uma das principais redes sociais do mundo sem um sistema amplo e permanente de compartilhamento de receita de anúncios.
A discussão voltou a ganhar força nos últimos meses após novas especulações sobre a possibilidade de a Meta implementar no Instagram um modelo semelhante ao existente no Facebook, no qual criadores recebem parte da receita gerada pelos anúncios exibidos em seus conteúdos.
Até o momento, entretanto, a empresa não anunciou qualquer cronograma oficial para um programa global de monetização por anúncios no Instagram.
Testes já aconteceram
A Meta já realizou experiências nesse segmento. Em 2022, a empresa apresentou o programa “Ads on Profile”, que permitia a inserção de anúncios entre publicações de determinados criadores e o compartilhamento da receita.
Contudo, o programa acabou sendo encerrado posteriormente e não foi expandido para a maioria dos usuários. O fim da iniciativa foi confirmado pela imprensa especializada em tecnologia e negócios.
Além disso, a empresa também realizou testes envolvendo anúncios em Reels e programas de bônus para criadores em mercados específicos.
Facebook oferece monetização mais consolidada
No Facebook, os programas de monetização já estão mais maduros. Criadores e páginas elegíveis podem receber pagamentos por conteúdos em vídeo e por determinados formatos de anúncios integrados à plataforma.
Essa estratégia ajudou a Meta a competir diretamente com YouTube e TikTok na disputa pelos produtores de conteúdo.
Para páginas de notícias e veículos de comunicação, o Facebook continua sendo uma das plataformas sociais que mais oferecem oportunidades de monetização direta.
TikTok avança na remuneração
O TikTok também ampliou seus mecanismos de remuneração nos últimos anos.
A plataforma aposta em programas de recompensa para criadores, monetização de vídeos, presentes em transmissões ao vivo e parcerias comerciais.
Embora os pagamentos variem conforme região, engajamento e retenção de audiência, o TikTok se consolidou como uma das principais alternativas de monetização para vídeos curtos.
Instagram prioriza marcas e publicidade
Especialistas do mercado observam que o Instagram desenvolveu uma economia própria baseada em publicidade, influência digital e parcerias comerciais.
Grande parte da renda dos criadores na plataforma vem de:
- campanhas publicitárias;
- publiposts;
- marketing de influência;
- programas de afiliados;
- vendas de produtos e serviços.
Pesquisas recentes da economia dos criadores indicam que a maioria dos produtores de conteúdo obtém sua principal renda por meio de acordos com marcas, e não por compartilhamento de receita publicitária.
Reclamações de criadores
A ausência de um programa amplo de anúncios no Instagram também é alvo de críticas entre criadores de conteúdo.
Em fóruns, comunidades de marketing digital e redes sociais, diversos produtores relatam que conseguem monetizar conteúdos no Facebook, TikTok ou YouTube, mas não recebem pagamentos diretos pelas visualizações obtidas no Instagram.
Analistas do setor apontam que a plataforma gera receitas publicitárias bilionárias para a Meta, mas ainda oferece poucas oportunidades de compartilhamento dessa receita com a maior parte dos criadores.
Estimativas do mercado publicitário indicam que o Instagram representa uma parcela crescente das receitas de anúncios da Meta nos Estados Unidos.
Existe chance de um programa em 2026?
Embora não exista anúncio oficial, especialistas acreditam que a Meta possui toda a infraestrutura necessária para lançar um programa desse tipo no futuro.
Os testes já realizados mostram que a tecnologia existe e já foi avaliada pela empresa.
No entanto, até o momento não há datas, cronogramas ou confirmações oficiais sobre um eventual lançamento global.
A avaliação predominante entre analistas é que o Instagram continuará priorizando monetização baseada em marcas e comércio digital, enquanto Facebook, YouTube e TikTok permanecem liderando os programas de compartilhamento de receita publicitária.
Por enquanto, a monetização por anúncios no Instagram continua sendo mais uma expectativa do mercado do que uma realidade para a maioria dos criadores de conteúdo.












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