Ronaldo Medeiros prevê ao menos 20 adesões, inclusive de parlamentares da oposição
Por assessoria

O requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o investimento de R$ 117,9 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) em “letras podres” do Banco Master já conta com 15 assinaturas de deputados, revelou o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Ronaldo Medeiros.
O número mínimo de assinaturas para abrir uma CPI previsto no Regimento Interno da Casa é de nove. Eram três na última quinta-feira, quando Medeiros e os deputados Dr. Wanderley e Remi Calheiros, ambos do MDB, decidiram iniciar a coleta de assinaturas para criar a comissão.
“Acredito que ainda esta semana chegaremos a 20 assinaturas. Nas atuais temos inclusive parlamentares da oposição. Todos nós desejamos saber o que está por trás dessa transação com dinheiro dos servidores aposentados do município de Maceió”, disse Medeiros.
Ele convocou os deputados que subscreveram o pedido de abertura da CPI para uma reunião nesta sexta-feira (3) na Assembleia Legislativa com o objetivo de estabelecer um cronograma de atuação durante o período de recesso legislativo, iniciado na última terça-feira (1).
Após coletar todas as assinaturas Medeiros, Dr. Wanderley e Remi vão encaminhar o requerimento ao presidente da Casa, Marcelo Victor (MDB), para que inclua na pauta da primeira sessão ordinária no reinício dos trabalhos legislativo em agosto.
“Até lá, vamos combinar como antecipar procedimentos e investigações, para adiantar o processo. Emitiremos ofícios solicitando esclarecimentos ao Iprev sobre as razões de investir em um banco prestes a falir, quais eram as relações dos gestores da Prefeitura de Maceió com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e se é verdade que a transação foi feita por meio de falsificação de assinaturas dos conselheiros do instituto”, completou Medeiros.
Caso os órgãos e pessoas procurados ignorem os questionamentos, Medeiros disse que tão logo seja instalada mês que vem a CPI “poderá convocar esses gestores e até utilizar seu poder de polícia, se for o caso, para trazê-los de forma coercitiva para prestar esclarecimentos”.
O plano é reunir periodicamente durante o recesso legislativo e antecipar medidas da CPI instalada, com o intuito de esclarecer o caso o quanto antes. “Não temos dúvida nenhum de que se trata de roubo do dinheiro dos servidores da Prefeitura de Maceió. Queremos apurar cuidadosamente para confirmar os envolvidos e encaminhar à Polícia Civil de Alagoas e Polícia Federal um relatório detalhado para que possam botar na cadeia os responsáveis”, acrescentou Ronaldo Medeiros.
CASO MASTER
O escândalo envolvendo a dinheirama investida pelo Iprev no Banco Master veio à tona logo após a liquidação da instituição financeira, o que indica que o dinheiro do Iprev dificilmente será recuperado – inclusive porque o Fundo Garantidor, que é um mecanismo que protege o dinheiro de investidores em caso de falência ou intervenção de uma instituição financeira -, cobre investimento até R$ 250 mil.
Como o capital aplicado pelo Iprev no Master foi de R$ 117,9 milhões, uma diferença enorme para a cobertura do Fundo Garantidor, os deputados articuladores da CPI na ALE acreditam que a diferença não será resgatada. “Quem vai pagar por essa perda dos aposentados da Prefeitura de Maceió?”, questionou Medeiros.













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