Mandados são cumpridos no Rio, São Paulo, Minas Gerias e Alagoas

Por redação com Agência Brasil

Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o “Boss”, de 42 anos – Divulgação

Policiais civis fazem, nesta terça-feira (22), uma operação contra o fornecimento de drogas ilícitas para uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro. A operação Icarus está cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão contra acusados de abastecer pontos de revenda de cocaína e maconha.

ALAGOAS

Em Alagoas, a operação resultou no cumprimento de mandado de prisão de Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o “Boss”, de 42 anos, que é apontado pela investigação como fornecedor de entorpecentes e articulador central da estrutura criminosa, com ligações diretas com chefões da facção. Ele foi preso no bairro do Antares, na parte alta de Maceió.

De acordo com informações policiais, o preso atuava na negociação de cargas de drogas, na organização de fretes e pagamentos, na coordenação de operadores logísticos e na utilização de laranjas para movimentação de valores.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro conta com a participação das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas para cumprir os mandados nesses estados. Também apoiam a operação, no Rio de Janeiro, as corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Penal fluminenses.

Até as 6h30 de hoje, seis pessoas já tinham sido presas, entre eles um homem apontado como o articulador central do esquema de abastecimento de drogas, responsável por negociar cargas, organizar o transporte, fazer pagamentos e movimentar os valores provenientes da atividade criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema tinha uma divisão de tarefas entre liderança, operadores logísticos, transportadores, responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de valores e pessoas interpostas.

Pelo menos duas grandes apreensões estão relacionadas ao esquema criminoso, em 2024: 715 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos (SP) e 73,8 quilos de cocaína em Seropédia (RJ).

Os investigadores também identificaram o uso de empresas dos setores de transporte e logística para ocultar e viabilizar o envio de drogas entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

Também foram encontradas operações financeiras consideradas atípicas envolvendo investigados e pessoas jurídicas, possivelmente utilizadas para a ocultação e dissimulação de valores. O valor total movimentado chegou a R$ 70 milhões curto espaço de tempo.

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