Exames realizados nesta quarta-feira (1) revelaram que o animal sofreu diversas agressões com objetos cortantes que chegaram a atingir seus ossos
Por Cotidiano Alagoas

O que era uma jornada de encantamento pelo litoral de Alagoas terminou em tragédia. O Instituto Biota de Conservação confirmou que o corpo do elefante-marinho encontrado morto no final da tarde de terça-feira (31), no povoado de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, pertence de fato ao animal apelidado de “Leôncio”.
A necropsia, realizada nesta quarta-feira (1), revelou um cenário de extrema violência causada por ação humana. De acordo com a nota oficial da instituição, foram constatadas diversas agressões com objeto cortante, com ferimentos tão profundos que chegaram a cortar os ossos do animal.
O fim de uma presença constante
Leôncio era uma figura conhecida nas praias de Alagoas desde o dia 11 de março, atraindo a atenção de moradores e turistas. Ele havia sido visto pela última vez com vida na sexta-feira (27), também em Jequiá da Praia. Após seu desaparecimento, o Instituto Biota realizou buscas intensas entre a Praia do Gunga e o Pontal do Peba, além de alertar órgãos em estados vizinhos, até a localização do corpo.
Próximos passos
O Instituto Biota lamentou profundamente o ocorrido, descrevendo este como um “momento muito triste para todos os técnicos e voluntários” que se dedicaram ao monitoramento do elefante-marinho. A organização ressaltou que:
- Os dados e amostras coletados durante a necropsia serão organizados em um laudo técnico.
- Este documento será entregue às autoridades competentes para que as medidas legais sejam tomadas.
- Durante toda a permanência do animal na região, a equipe garantiu seu repouso e orientou a população sobre os cuidados necessários.
O caso agora segue para investigação criminal, visando identificar os responsáveis pelo crime ambiental contra o mamífero marinho que se tornou símbolo da costa alagoana nas últimas semanas.










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