Oliver descreve o atual mercado de ações dos EUA como a maior bolha da história

Por Cotidiano Alagoas

Imagem: Cotidiano Alagoas

​Em meio a uma crescente instabilidade no mercado de dívidas soberanas e tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialistas apontam para uma mudança estrutural sem precedentes no sistema financeiro global.

Segundo Michael Oliver, analista da Momentum Structural Analysis, o mercado de commodities e metais preciosos está prestes a vivenciar um “crash reverso”, um movimento de valorização acelerada para corrigir décadas de subprecificação.

​A crise das moedas e o exemplo turco

​O debate, conduzido pelo canal Bald Guy Money, partiu da análise do comportamento recente de bancos centrais, com destaque para a Turquia. O país tem vendido suas reservas de ouro para recomprar a Lira turca, uma manobra para evitar o colapso de sua moeda local frente ao dólar e ao petróleo.

​Diferente da crise de 2008, que teve como epicentro a insolvência de bancos privados, o cenário de 2026 é marcado pelo risco de dívidas soberanas. Países como Turquia e Japão enfrentam dificuldades para sustentar suas moedas, provando que o ouro atua não apenas como reserva de valor, mas como a principal fonte de liquidez em momentos de desespero econômico.

​Ouro e prata: alvos ambiciosos

​A análise técnica de Michael Oliver, baseada em estruturas de momentum e não apenas em preços nominais, sugere que o ciclo de alta atual está longe do fim. Oliver afirma que a prata, que passou quase 50 anos contida em uma faixa de preço histórica, pode atingir entre US$ 300 e US$ 500 por onça ainda este ano.

​”A prata permaneceu subprecificada por tempo demais. Quando os mercados corrigem erros dessa magnitude, eles tendem a ultrapassar o valor justo de forma exagerada”, explicou Oliver.

​Para o ouro, o analista projeta um cenário onde o metal poderia ultrapassar a marca de US$ 8.000, replicando as valorizações de oito vezes observadas em ciclos anteriores, como os de 1976 e 2001.

​O fim da bolha no mercado de ações

​Enquanto os metais brilham, as perspectivas para o mercado de capitais tradicional são sombrias. Oliver descreve o atual mercado de ações dos EUA como a maior bolha da história, superando os níveis de 1929 e 2000 em termos de ganho líquido e duração.

​A expectativa é de que, à medida que o S&P 500 perca fôlego, ocorra uma migração em massa de capital para ativos reais. Este movimento deve beneficiar não apenas o ouro e a prata, mas todo o complexo de commodities, incluindo:

  • Cobre e metais base: Vistos como subvalorizados em relação ao histórico.
  • Grãos e fertilizantes: Setores que mostram sinais técnicos de recuperação.
  • Petróleo: Embora com viés de alta, o analista alerta para a volatilidade causada por notícias de guerra, sugerindo cautela e compras apenas em momentos de correção.

​Mineradoras como alavancagem

​Para investidores que buscam rentabilidade superior à do metal físico, o vídeo destaca as ações de mineradoras (ETFs como GDX e SIL). Dados do primeiro trimestre de 2026 já mostram que as mineradoras de prata superaram tanto o metal físico quanto o S&P 500 em termos de ganho líquido, sinalizando uma quebra na correlação tradicional onde as mineradoras caíam junto com o mercado de ações geral.

​O retorno ao “dinheiro real”

​O consenso entre os especialistas é de que o mundo está atravessando uma transição forçada das moedas fiduciárias (fiat) de volta para ativos tangíveis. A degradação do poder de compra de moedas como o Dólar, o Iene e o Euro, aliada à incapacidade dos bancos centrais de controlarem o mercado de títulos públicos, posiciona o ouro e a prata como o único refúgio seguro para o restante de 2026.

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