Mesmo com a venda proibida no país desde 2009, comércio ilegal de vapers cresce e acende alerta de órgãos de fiscalização

Por assessoria

Divulgação/Procon-AL

Uma ação conjunta realizada nessa quinta-feira (7), no Centro de Maceió, resultou na apreensão de mais de 670 caixas de cigarros eletrônicos em estabelecimentos comerciais da capital. A fiscalização contou com a participação do Procon Alagoas, Anvisa, Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, Procon Maceió, Polícia Civil e Guarda Municipal.

A operação teve como foco o combate à comercialização irregular de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), como os vapes e pods. Apesar de proibida no Brasil desde 2009 pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 46/2009 da Anvisa, a venda desses produtos se tornou comum em bancas, lojas de conveniência e até pela internet — o que preocupa as autoridades sanitárias e de segurança.

Durante a inspeção, um estabelecimento localizado no Centro de Maceió foi identificado comercializando ilegalmente cigarros eletrônicos. Além de uma ampla variedade de modelos, a loja ainda fazia a divulgação dos produtos em redes sociais, oferecendo preços acessíveis ao público. Apesar da restrição, a venda clandestina desses dispositivos tem crescido em todo o país, impulsionada pela falsa ideia de que são menos prejudiciais do que os cigarros convencionais.

Na ação, diversos pontos comerciais do Centro foram fiscalizados. Os dispositivos apreendidos foram encaminhados à sede da Polícia Federal (PF), onde foram instaurados os procedimentos cabíveis. Os estabelecimentos autuados poderão responder administrativamente e criminalmente, conforme prevê a legislação.

“A comercialização desses dispositivos é ilegal e extremamente preocupante. Estamos vendo uma banalização do uso, especialmente entre os mais jovens, que acreditam, erroneamente, que o cigarro eletrônico não faz mal à saúde”, alertou o presidente do Procon Alagoas, Daniel Sampaio.

Venda proibida e riscos à saúde

A venda, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) são proibidas no Brasil desde 2009, com base na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 46, de 28 de agosto de 2009, da Anvisa.

Ainda assim, o comércio ilegal desses produtos tem se expandido, impulsionado por campanhas publicitárias disfarçadas nas redes sociais e pela falsa sensação de que são alternativas “mais seguras” ao cigarro tradicional.

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