Eduardo foi a São Paulo com o objetivo claro: viver a experiência de uma das maiores corridas de rua do mundo

Por Rívison Batista

Eduardo Henrique com sua medalha da São Silvestre na Avenida Paulista – Reprodução/Arquivo pessoal

O alagoano Eduardo Henrique Tavares Batista, de 41 anos, viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória esportiva nesta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, ao concluir os 15 quilômetros da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo. Bancário da Caixa Econômica Federal e atleta, ele cruzou a linha de chegada emocionado, celebrando não apenas o fim da prova, mas também uma jornada de superação construída ao longo dos últimos anos.

Natural de Alagoas, Eduardo foi a São Paulo com o objetivo claro: viver a experiência de uma das maiores corridas de rua do mundo. Mesmo competindo ao lado de milhares de atletas do Brasil e do exterior, o foco esteve longe de pódios ou colocações. A conquista, segundo ele, foi pessoal: completar todo o percurso da prova mais simbólica do atletismo brasileiro.

A corrida marcou o auge de uma trajetória iniciada há cerca de três anos, quando ele decidiu começar a correr como forma de melhorar a saúde e a qualidade de vida. Os primeiros passos foram modestos, com percursos curtos, que aos poucos evoluíram para distâncias maiores, sempre compartilhadas na internet, onde passou a inspirar outras pessoas.

Atualmente, Eduardo mantém uma rotina disciplinada de treinos, muitos deles realizados nas rodovias AL-215 e AL-101 Sul, na cidade de Marechal Deodoro, além de participações frequentes em corridas realizadas na capital alagoana.

A edição histórica da São Silvestre, a de número 100, representou um divisor de águas. Além dos 15 quilômetros de percurso, o desafio incluiu a famosa subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, nos quilômetros finais, um trecho conhecido por testar o limite físico e mental dos atletas.

Eduardo Henrique incentiva outros corredores na reta final da São Silvestre – Arquivo pessoal

Ao cruzar a linha de chegada, a emoção tomou conta. Eduardo agradeceu a Deus e celebrou a conquista com intensidade, reconhecendo o quanto aquela prova simbolizava um ciclo de esforço, disciplina e crescimento pessoal.

Em depoimento, ele relembrou o início da trajetória e o caminho até a São Silvestre.
“Minha história com a corrida começou há três anos. O objetivo inicial era claro: perder peso e conquistar mais qualidade de vida. Sempre treinei de forma independente, sem assessoria. No início, meu percurso se resumia a 2,5 km. Eu trocava o carro pela corrida para ir à academia. Foi quando minha personal trainer me lançou um desafio: fazer o trajeto de ida e volta, totalizando 5 km. Esse marco me levou à minha primeira corrida de rua, a TRT–Caixa, em 2024, quando fiz 5 km em 26 minutos. A partir daí, vieram os 10 km, os 15 km e, mais recentemente, as meias-maratonas. A São Silvestre surgiu como uma grande meta pessoal. Com muito treino, estudo do percurso, visualização e trabalho mental, consegui alinhar corpo e mente. O resultado foi uma prova leve, tranquila e prazerosa. Hoje, a corrida é mais do que um esporte: é disciplina, constância, saúde mental e a prova de que limites podem, e devem, ser revistos”, afirmou o atleta.

Com a conclusão da prova em São Paulo, Eduardo encerra 2025 no auge de sua primeira fase como atleta de corrida, já projetando novos desafios e distâncias ainda maiores no futuro. Para ele, mais do que competir, correr se tornou um estilo de vida, e uma poderosa ferramenta de transformação pessoal.

Reta final da prova com muita emoção – Arquivo pessoal

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